sábado, 21 de agosto de 2010

Shopping

Saudações bloomingtonianas!!!

[isso deve ser algo meio cheio de baba... ]
[....]
[ arrrgggh.. deve ser nojento]
[esqueçam]

Oque é oque é: um ônibus cheio de chineses numa sexta-feira à  noite?

.
.
.
.
.
...  =P


Eu, indo fazer compras.

Haha...vc pode pensar que era piada. E das mal contadas!! Mas não é. Primeiro porque eu não sei contar piadas... esta ia ficar igualmente horrível, certamente. Segundo, por que eu nao disse que estava no ônibus de inicio, oq eu não ia fazer muita diferença.... se a vc fosse dada a opção de chutar se eu estava ou não lá, com 99% de certeza vc diria que eu não estava. Claro! Eu era uma única partícula desorientada naquele universo grande e mandarinhesco.

Precisava , e muito, comprar um óculos para nadar... sério, faz quase um mes que não nado, isso anda me tirando o sono. Devo ter engordado uns 50 quilos desde que cheguei: se eu aparecesse no Brasil de novo ninguem me reconheceria mais =P

Fui até uma loja que eu já conhecia. A loja se chama "dick's"...pqp...dick, ate onde eu saiba é pau, piroca... vc lembra daquela musica que sua irmã mais velha ficava cantando na hora da janta e seus pais achavam bonitinho ela cantando em ingles? Pois é, aquela mesma.... (meio prosaico isso, mas tá valendo...pra vc sentir o clima do lugar, dê um play :)



fui no "Piroca' s sports goods" (rindo sozinho ... mas disfarcando). Lembrei do dia que estávamos eu, James e hanson rindo das possíveis fantasias que poderíamos usar numa festa a fantasia. Havia uma, que o hanson sugeriu, que era a do "falhaço firoca". A gente estava bêbado e rindo muito aquele dia, foi muito engraçado.O engraçado é que a música me remete  muito ao estilo de vida da galera aqui....tudo a ver


Aí entro no supermercado e ..puts..acho que as vezes eu estou no purgatório. Tbm, se não estiver não deve ser mutio diferente daqui. No mercado veio um chinês dar em cima de mim. Eu estava lá, inocente e centrado, olhando pras pastas de dente e ele veio, de calça, com uma havaiana (versão chinesa, creio) rosa no pé, falando todo espalhafatoso e serelepe:

'' Oh!! The brazilian guy!!!'' 

Eu falei um...

'' Yeah dude, it's me... ''

e continuei lá, compenetradíssimo na busca pela melhor pasta de dente... ele ainda falou umas coisas que eu não entendi bem... (deve ter sido um '' vc vem sempre aqui, no supermercado?). Eu olhei pro céu...pro teto do lugar que eu estava, rpa ser mais exato, e disse:

''Eu não mereço isso!!! Pq!?!?? Pq!!!??? Eu queria algo mais do que estudar quando saí do Brasil...''

Ok, vou virar um ermitão.  Ou um daqueles bichos que têm uma concha e só saem de casa de vez em quando.

E hj de manhã foi a mesma coisa: estava esperando sentado no chão, fora da fila de chinêses... e veio um e me perguntou se eu era turco. Aí o cara sentou e começou a contar a vida dele. Fui legal com o cara. Tudo bem, não tem nada de mais ser gay. Acho que muita gente é e nem sabe. Mas enfim... o cara falava muito baixo e vim se estirando pro meu lado... aí comecei a ficar meio sem graça: o cara estava abusando da minah boa vontade.. me perguntando se eu tinah vindo pra cá só pra estudar, se eu queria sair pra fazer algo....  e eu só levando na flauta. Aí o cara, não satisfeito com a minha boa educação, começou a roçar o joelho na minha coxa (eu estava sentado no chão  e ele havia se ajoelhado do meu lado pra conversar comigo)...
foda..
eu não mereço:
as americanas não me agradam,
as chinesas não me querem (não devo ser o tipo delas.. .tbm, não faço mta questão das que eu vi),
os chineses, qdo não me ignoram, me bulinam.

Deve ser o purgatório mesmo.

Afff... estou meio verborrágico hj: acabei de ler o que escrevi... o texto está me lembrando o clima de diário que "o  apanhador no campo de centeio" tem. É um livro muito bonito: a primeira vez que o li ele passou extremamente despercebido por mim, nem dei bola. Achei idiota e repetitivo. Pude lê-lo recentemente e percebi outra coisa: o quanto somos confusos e perdidos, e como aquele ''retrato'' do Holden é algo familiar a mim e a muita gente que conheço; quantas portas se abrem pra nós e são ignoradas pro pura e simples besteira da nossa parte.

Pensando melhor sobre o livro, talvez ele tenha uma medida ''certa''de repetição, oque o faz  muito bom; cada vez que nos repetimos, tentamos nos fazer mais corretos e mais dignos de seguir adiante. Não, não deve existir uma medida exata pro que se repete e pro que se acrescenta.... por que ao acrescentarmos algo, deixamos de repetir, mas ao se repetir, deixa-se de acrescentar.... Talvez a cena que seja a mais bonita que eu ja vi descrita, a qual parece que pude tocar com as pontas dos dedos, é uma contida num livro do Garcia Marquez (cem anos de solidão), onde ele fala que um dos personagens (nao me lembro  qual) passa suas tardes numa oficina, esculpindo peixinhos de ouro... quando ele os termina, ele os derrete o os esculpe de novo, para tentar esculpi-los mais belos e mais perfeitos.

Hummm....talvez não exista uma medida da perfeição tbm.. ou a perfeição que a gente busca está na repetição.. ou em repetirmos para nós mesmos que nunca seremos capazes de atingir isso, pois tudo o que é exato, belo e perfeito vive nos nossos ideais e cabeças somente... a musica do françois couperin tbm me lembra muito isso...



É... esta sexta pareceu-me e muito a anterior... repetindo e repetindo, ''claramente''. Voltei pra casa pensando em tudo isso e já não rindo mais sozinho: não tinha mais tanta graça em se pensar no''dicks''. Meu riso facil havia sido deixado na prateleira do supermercado.


Acho que não deve existir medida pra saudade tbm... embora a de hoje pareça ser a saudade boa, e não a que corrói por dentro.


Bom, da próxima vez eu posto uns desenhos... o pessoal deve estar de saco cheio das minha histórias por
aqui... nem eu mais aguento

Saudades de todos! Fiquem agora com o ataque das cobras!!! =P    (alguém lembra disso?)
Postar um comentário