sábado, 29 de agosto de 2015

Para lembrar de nunca esquecer

Hoje pedalava de volta pra casa (melhor dizendo, pro sofá de uma casa que não é a minha) quando pensei: "- caramba, essa cidade enoooorme e eu só conheço uma pessoa". Pedalei meio desligado mas com essa frase na cabela, carregando com esforço a city bike carroça à qual sou grato mas agora amaldiçoo, vento batendo no rosto, contemplando o missisipi(?) e seus remadores, suas mil e três pontes. Achei curioso pensar nisso... me lembrei de como as pessoas romanceavam a minha primeira vinda, como eu mesmo (de certa maneira) tinha meus olhos cegos a isso quando fui pro Rio e pros EUA. 

Ontem voltei pra casa e queria colo. Mas o colo mais próximo - família- está a milhares de kms, a 12 horas daqui. Não, não há tempo pra isso. A gente tropeça mesmo no começo e não há muito por que ficar chorando as pitangas por aí rsrs Mas não posso esquecer de que esses momentos down acontecem mesmo; aconteceram há anos atrás e vão acontecer de novo ...e de novo... e de novo. Nunca se esqueça:  as dificuldades estão espalhadas por aí não para que vc tropece nelas, não para que você passe a duvidar de si mesmo e suas capacidades, mas para que vc as supere, para que você tome-as como uma oportunidade para crescer, acrescentar .... e talvez passar a olhar o mundo com outras perspectivas. 

Nessa noite de 28 de Agosto, Rafaello, o explorador destemido, vai dormir no sofá. 
Na cabeça: idéias; umas grandes, outras pequenas e muitas delas vagas.
Em seus sonhos: uma casa, e uma cama.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Devaneio onírico marxista-carioca #1

Hoje tive um sonho "horrível". Sonhei que entrava numa festa que minha ex dava em sua casa e que eu a procurava pra me dizer presente/dar oi. Vejo uma versão dela menor e mais nova que só poderia ser uma prima ou uma filha (filha não, pq ela não teria uma daquele tamanho); sigo adiante, procurando-a. A encontro, ela está linda. Dou um abraço nela. Quando o abraço termina estou abraçando um velho barbudo que parece o Karl Marx. Acordo.

A arte de se começar do zero (de novo)


Enfim... aqui estou: cidade nova, busca por apartamento, casa. Por enquanto eu tenho vivido num sofá... não muito confortável, mas... vive-se com oque se tem, não? Isos me traz à lembrança meus primeiros dias de rio. Época de muito cd e não muito mp3: me lembro que uma das únicas coisas que trazia na mala era um cd,  charles mingus - oh yeah




e um cd do Dave Matthews band que de vez em quando tocava umas músicas super melancólicas que me faziam morrer de saudade de São Paulo. Até hoje associo DM com esses dias de ruptura e saída de casa. Não me traz uma sensação muito boa (incrível como a gente pode associar sons com sentimentos, não?) Depois de uns dias eu já não tinha mais paciência pra ouvir Charles Mingus ou fibra pra ouvir DM sem ficar com vontade de cair no choro. Fiquei ambos homeless e soundtrackless hahaha Rafaello, sozinho no Rio de Janeiro, desolado :'(


Curiosamente, foi uma fase em que desenvolvi temporariamente o hábito de olhar pras janelas dos prédios e, ao invés de reparar em seus traços e arquitetura, me perguntar quem eram as pessoas que ali moravam e como haviam conseguido aqueles apts. Durou um tempo, até eu encontrar uma casa "de verdade" (mais ou menos: era um quarto numa casa com gente estranha - um professor de yoga, uma menina porquinha que estudava história e deixava a louça na pia por 1 semana afff... tristeza).  Às vezes me pergunto oque foi que me levou a abandonar momentos de conforto pra me jogar no desconhecido. Porque sair de SP pra ir pro RJ se em sampa estava bem? Por que largar o RJ para ir pros EUA se já estava encaminhado no RJ, já havia começado o doutorado, tinha amigos, vida etc? Por que não voltar ao Brasil quando pude e decidi vir a Minneapolis? Meu histórico pode dar a entender que sou uma vítima da minha impulsividade rsrs mas não é o caso: acredito que o que me moveu foi procurar o que achava melhor pra mim. Muitas vezes me enganei: enquanto no Rio pensei por diversas vezes em voltar a São Paulo, enquanto nos Eua pensei por diversas vezes em voltar ao Brasil... e hoje, dia de chuva, homeless, documentos preenchidos erradamente-e-que-só-fazem-me-dar-dor-de-cabeça... penso em voltar.. mas pra onde? Acho que o que procuro é um abrigo, colo: nem todo dia é dia de ser super-homem (como diz uma grande amiga minha que já morou em diversos países pelo mundo)... 


Estou cansado. Não ter casa é uma das piores sensações do mundo. Não ter seu lugar, não ter seu canto... há 7 anos (uau.. faz tempo mesmo que me "migrei" pro rio) não me deparava com isso: um quê de temporário que tem que deixar de ser temporário mas pode ser um temporário longo... vixe... nem sei se isso fez sentido hahaha mas que seja, um temporário que não gosta de ser temporário mas que por inércia, temporário fica/é. Lá vou eu pra mais uma tentativa de encontrar uma casa, janelas altas e larga +  muita luz em algum apartamento dessa cidade. Espero que saia do papel hoje ou em breve. 


[torçam por mim, leitores, crawlers, desavisados que por aqui pisarem]


ps: uma das músicas do DM meio corta-pulsos que estava no cd do qual falei é essa


Até hoje não consigo ouvir a música toda sem que um monte de sentimentos incômodos venham à tona dentro de mim. Ouça com moderação e pressione pause caso a coisa saia de controle =P


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Homeless

Só pra registrar meu cansaço depois de um longo dia procurando casa. Não sei como ainda não fizeram um site pra procurar o apê dos sonhos. Tem tanto site de namoro, procurar casamento, pq não um com "procuro apartamento, não muito grande nem muito apertado, com janelas grandes, iluminado, com vista pra copa de árvores... " e rolassem um "matches": o apartamento da rua A gostou de vc! Algo assim.

No mais: a cidade nova é linda, mas mal consigo aproveitar enquanto não tiver uma casa :|

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Última cerveja









































[Só pra registrar... última cerveja com amigos antes de mudar de cidade]
=)