sexta-feira, 2 de abril de 2010

Mais um incrível dia na vida do homem macroscópico

O homem macroscópico acorda no meio da cidade. Abre os olhos com calma e se senta: sua cabeça desponta no meio dos prédios, o sol da manhã aflige seus olhos. Ele  tenta proteger o rosto com a mão esquerda...até que se levanta. Se vê enorme: mãos enormes, pés enormes.... O mundo lá embaixo pequeno... mas ele ignora tudo. Todos os pequenos detalhes são irrelevantes diante da sua macroscópica existência.

Ele anda...

[paaa....][estrondoso]
[tuuuummmm][estrondoso]
[barulhos de sirenes e de automóveis][intensidade média]
[barulhos de pessoas gritando][intensidade média]


... e segue pelas grandes vias da cidade, amassando prédio com o seu andar ressonante e bonachão, apavorando os moradores do Rio de Janeiro. Centenas de turistas tiram fotos dele com suas canon-kodaks-fujis de dentro do bondinho, mas isso somente enquanto estes ainda funcionam, pois a simples espreguiçada que o homem macroscópico acabou de dar (de maneira exaltada) faz com que os cabos de segurança se rompam, e todos os turistas são jogados contra o Pão de Açúcar na maior velocidade que se possa imaginar

Ele segue, atrás de algo... pelo que já sabemos, um objeto que não se encontra no seu bolso, pois ele acabou de tateá-lo vigorosamente agorinha. O homem macroscópico olha ao seu redor, coça a cabeça (o barulho é horrível: as pessoas gritam e tentar tampar os seus ouvidos; os poodles que passeiam com seus donos na praia urram de dor, tendo seus tímpanos estourados quase que imediatamente).

Mas esperem... esperem!!! Parece que ele encontrou algo!!!

Ele se ajoelha, cuidadosamente (i.e., destuindo menos habitações do que até agora fez)... estica seus dedos por debaixo de uma ponte... e alcança uma lupa. Ele comemora, fazendo uma espécie de dança (um tanto exótica, diga-se de passagem).... e segue seu caminho em direção ao norte (não sem antes molhar os pés no mar para se refrescar do calor).
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