segunda-feira, 12 de julho de 2010

Caminhos sem rumo

Nem sei por que damos o nome de caminho àquilo que não tem rumo, como fiz no título do post. Pode-se, óbviamente, chamar de caminho a um trajeto. Mas ele  não é na verdade um caminho, pois os caminhos sem rumo só podem ser percorridos uma única vez;  nem seus próprios autores saberiam refazê-los .

Comum ouvir as pessoas dizerem que a adolescência é uma fase difícil, que pessoas nessa idade não sabem o que querem. Parece-me na verdade que as pessoas na minha idade sabem muito menos sobre elas mesmas, e se andam, andam por que o que vem atrás lhes empurra;  segue-se adiante,  em muitos casos, aos tropeços, sem nunca se ter certeza de nada.

(Es)forço-me  sempre (par)a me entender e tentar entender os sinais que brotam de mim, mas sempre é compliado se saber para onde se virar, para onde nadar, para onde correr quando começa a chuva.

É nessas que eu vejo o quanto nós somos vulneráveis. Somos todos pó, todos poeira, somos todos grãos de areia. E seja um pequeno monte, ou uma duna, todos somos  suscetíveis à ação do vento. Alguns se deixam levar mais facilmente até, e acabam ou acabarão fazendo aquilo que não querem, ou os deixariam mais felizes; todos podem sofrer desse mal....

...eu estou dizendo tudo isso,  andando em  círculos  e tudo mais só pra dizer que acho que as pessoas no geral não vivem pra buscar a felicidade. Não mesmo. Ok ok, não vou entrar no mérito do que é felicidade aqui:  alguns querem casar e ter 50 filhos, outros querem ficar fazendo matemática e não olhar pros lados (como o Paul Erdös... não é o meu caso =)  O fato é que  já dá pra ver nos olhos de alguns o medo da solidão, de ficarem sozinhos, de não serem livres para ousar, para se encontrarem. Aí quem passa os mover é o desespero e a angústia, não mais suas próprias vontades. A nossa vida, nosso cotidiano nos limita muito. Qtos de nós não temos nossas vidas sociais limitadas ao trabalho, à faculdade, àquele velho grupinho de poucos amigos? Isso nos limita, certamente; e acaba limitando nossos encontros e contatos com outras pessoas.
Há uma metáfora que o Henri Poincaré usa pra falar sobre as idéias que é muito conveniente neste ponto; vou voltar a ela num outro post mais à frente, no qual ando "trabalhando" (até parece rsrs): as pessoas que vc conhece são como partículas: algumas delas podem se colidir e dar margem a namoros, amizades, casamentos etc. Quanto maior o numero de pessoas que vc conhece, maior a chance de vc encontrar uma partícula que te agrade mais quando vcs se colidirem - por que há mais partículas ao seu redor.

E de divagação em divagação a gente se reduz ao que é simples.... simples e universalmente compreendido: os desenhos animados!!! \o/     Me lembrei de um filminho que eu vi uma vez, sobre uma moça que trabalha num banheiro público e quer encontrar um parceiro. É muito bonito, principalmente o final.



Saudades de todos....sei que vcs tbm sentiram saudades dos meus posts insólitos e quentinhos... como a mão de alguém que te dá um abraço (ou quentinho como um muffin saindo do forno..hummm =)
Postar um comentário