sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Do que sao feitos os sonhos/break apart

Muitas, mas muitas coisas mesmo me puxando pra traz, breaking me apart. De que material são feitos meus sonhos? Oque nutre minha vontade, minha persistência? Me pergunto... olho pro nada, pedalo.. acho que vivo-vegeto-vivo. Alterno minha existência entre esses dois estados. 

Não é bom olhar pra trás, mar que não está no meu horizonte... Essas ondas todas que tentam virar meu barco... me pergunto se elas estão ali para me fazerem mudar de rumo ou para me mostrar que oque existe não é só um caminho, mas a vontade de seguir adiante. Do que é feito meu barco? Do que são feitos meus sonhos?

Thanksgiving nos eua.. cidade vazia, eu trabalhando. Será que sou alma viva na faculdade? Devo ser... penso nas outras almas que conheço por aqui... todos já se foram. Será que chegou minha vez? Penso no Brasil, penso nos meus projetos neblinosos, pouco ou ainda nada palpáveis, no que tive que jogar pra fora do barco nesse percurso, no que pulou pra fora do barco pra seguir outro rumo, nos botes que avistei, nas ilhas que vi ao longe... mas no fundo ainda remo, remo. Acho que hoje me esqueci de olhar pro alto, de fechar os olhos, de sentir esse céu azul, o frio que faz com que eu me sinta mais vivo ao tentar corroer minha pele.

Espero a chuva. 
Não.
Espero a neve. 

Em alto mar, será que neva? 

Me levanto pra bisbilhotar meu entorno. "Àquilo dá-se o nome de 'horizonte' ", diz um pato que migra.

Acho que no fundo eu queria ter mais sonhos: vai ver meu barco é movido por eles (por que não?). Vai ver eu preciso de mais dias de sol, mais noites de calor, mais manhãs ouvindo Jorge Ben, menos saudade do que está longe, um pouco de cola pros pedaços de mim que querem se desprender, um pouco de tape pras partes que já caíram e se mantêm ainda presas diante do meu esforço, uma rede pra aprisionar sonhos que querem ir embora (como aquelas dos caçadores de borboletas).


ps: vai ver eu só preciso de férias.

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