sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Mais do novo - parte 2 de algumas

Saudações Bloomingtonianas!

Saudações com abraços, do contrário a gente morre de frio nessa terra de gelo - sem gelo ainda, felizmente =)

Bom... algumas pessoas comentaram, mas ninguém deu muita luz pro problema do novo... ou seja, ninguém disse nada de novo ( muito menos eu, certamente )

O post de hoje é um trecho de uma carta do Paulo Leminski pro Régis Bonvicino (que eu não conhecia - só sei que é amigo do Leminski). É uma carta de 1978, na qual eles falam sobre o movimento concretista.  Vou até aumentar o tamanho da letra, de tão intenso que considero o "discurso".



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Não resta dúvida de q este culto do novo em poesia de vanguarda estpa ligado ao "novo" que a publicidade usa... novo Omo, nono Rinso... novo ....novo mais novo ... Novo pra que? Ou o novo não precisa se justificar? novo é novo e tá acabado? Claro, existe uma preocupação com novidade em qualquer artista de verdade. Com novidade, com originalidade, com voz própria. Mas o novo custe o que custar me parece um mito, uma alienação. Alienação pe umacoisa que subsiste depois que perdeu seu uso. Sua finalidade. Seu emprego social.


Novo, para que? Eis a questão


Essa perseguição ao novo é meritocrática, competitiva, gera intrigas palacianas pelo poder, exclui, segrega, expurga.


A poesia concreta já proclamou-se a única boa e certa. A Nova! 


" dando por encerrado..."


E se o povo gostar de verso, o que é que a gente faz? 
expulsa o povo?
Ou faz como a avestruz, enfia a cabeça num ideograma da dinastia ming e faz de conta que ele não existe?




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Bashô disse: 
Não siga as pegadas dos antigos.
Procure o que eles procuraram




Eles procuraram a poesia. Vamos procurá-la. À nossa moda


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afff... respira hahaha Foda, não?

Mas ele tbm só botou mais lenha na fogueira.

Nossa busca pelo novo continua no próximo episódio =P
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