sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Relembrando Stravinsky



Já tive meus dias de Stravinsky: de ficar ouvindo suas peças aos montes, de curtir isso e só isso. Parei tem um bom tempo já. De qualquer maneira, ficou a admiração pelo trabalho dele e pela pessoa que ele me pareceu ser: lembro-me de ler um livro de conversas dele com o Robert Craft (que era como que um secretário dele, até citado no filme acima) onde o último, depois de questionar o Stravinsky sobre a música contemporânea (daquela época, oque significa  Stockhausen  ) se ele não achava que aquela nova geração estaria indo longe demais, no sentido de perder a razão no que faz... uma juventude perdida!!, assim digamos. Aí o Stravinsky diz meio que " eu quero que eles façam isso mesmo. Já fui jovem e a geração anterior à minha não queria/fazia questão de me entender. Nós, de uma geração anterior, sempre vamos querer colocar o que vivemos numa redoma intocável, onde oque fizemos, vivemos e fomos foi o melhor de tudo..."


[Uma peça do Stockhausen]

Fiquei extremamente admirado com a sobriedade dessas palavras. Penso no meu caso, como brasileiro e, acima de tudo, cidadão do mundo:  ficaria muito feliz se não tivesse que deixar um mundo de merda pras gerações que estão vindo por aí - guerras santas ( e não santas), poluição crescente, obesidade em níveis altíssimos, Celso Russomano quase prefeito de São Paulo, ódio por muçulmanos, ódio por norte-americanos, homofobia, xenofobia, McDonalds tendo lucros crescentes ano a ano etc

Vou parar por aqui ...e ir fazer uma sopa. Vejam o filme; ao menos o comecinho, quando o Juliam Bream encontra o Stravinsky e toca um alaúde pra este último ouvir. Linda mesmo essa parte.
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