sexta-feira, 20 de julho de 2012

O confete, a serpentina e a resignação












Chega carnaval, passa carnaval, e a serpentina sempre no mesmo dilema:
apesar de gostar muito do confete,
morre de medo de aceitar o convite deste último para sair.



















Sabe no entanto que, na vida, nunca vai encontrar um "serpentino",
por que serpentinos não existem... nem em contos de fadas.









Então ela se corrói toda por dentro... digo, por um dos lados de sua fita,
por saber que nunca vai ser abraçada por alguém tão grande... 
e de uma maneira tão forte como na época em que ela era toda enroladinha.





Por que quando sai da caixa, a serpentina se demonstra longa, loooooooooooooooooooooooooooonga, mas tão longa quanto as maiores distâncias que separam dois pontos do globo: não há braço suficiente para tanto abraço, para tanto tamanho!












E chora resignada por gostar de um ser tão pequenininho que, 
por ser só um confete, 
nunca realizará o seu sonho:
de levar um beijo na boca e ganhar carinho nos pés ao mesmo tempo 

=)





5 comentários:

Rafael disse...

Este post me veio num sonho, embora o confete fosse um tanto difetente nele: o confete tinha dois pés em cada um dos seus lados, por que todo confete tem que cair de pé.... como um gato

(essa parte do sonho era engraçada; era um locutor falando com uma voz toda imponente...)

Rafael disse...

Me surpreendo comigo às vezes: numa época toda complicada como a em que estou agora me vem uma coisa como estas à cabeça: um sonho todo "engraçado" como o desses dois (o confete e a serpentina)....sei lá... quem entende?

Nathi disse...

eu entendi e achei lindo o posto! mostra exatamete o que vc esta passando!

Rafael disse...

Gostei mto mesmo dessa histórinha ... ela ficou mais bonita q no sonho (embora eu não lembre do sonho inteiro, arrisco-me a dizer isso)

Rafael disse...

Obrigado, Nathalie =)

O post é bem isso mesmo, uma metáfora sobre que tenho vivido... pelo visto ficou mais evidente do que eu imaginava rsrs