sexta-feira, 20 de julho de 2012

O confete, a serpentina e a resignação












Chega carnaval, passa carnaval, e a serpentina sempre no mesmo dilema:
apesar de gostar muito do confete,
morre de medo de aceitar o convite deste último para sair.



















Sabe no entanto que, na vida, nunca vai encontrar um "serpentino",
por que serpentinos não existem... nem em contos de fadas.









Então ela se corrói toda por dentro... digo, por um dos lados de sua fita,
por saber que nunca vai ser abraçada por alguém tão grande... 
e de uma maneira tão forte como na época em que ela era toda enroladinha.





Por que quando sai da caixa, a serpentina se demonstra longa, loooooooooooooooooooooooooooonga, mas tão longa quanto as maiores distâncias que separam dois pontos do globo: não há braço suficiente para tanto abraço, para tanto tamanho!












E chora resignada por gostar de um ser tão pequenininho que, 
por ser só um confete, 
nunca realizará o seu sonho:
de levar um beijo na boca e ganhar carinho nos pés ao mesmo tempo 

=)





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