"Since I had nowhere permanent to stay, I had no interest whatever in keeping treasures, and since I was empty-handed, I had no fear of being robbed on the way"
[Matsuo Bashô , The records of a travel-worn Satchel]
Eu estava pensando hoje: uma das coisas mais assombrosas que vejo hoje em dia é o crescente poder que grandes empresas têm, como facebook, apple, google e outras. No entanto é muito difícil neste momento cortar laços com elas: deixar de usar o email deles, ou me ostracizar de uma plataforma de contatos só me alienaria de amigos e família.... essas corporações se adentraram de tal maneira nas nossas vidas que, dificilmente, conseguimos deixar que saiam: tornamo-nos dependentes, infelizmente.
Mas estava pensando... se cada "like" que damos é uma pequena dose de dopamina nos nossos cérebros... e se, simplesmente, parássemos de manifestar nossas preferências em forma de cliques? Isso, uma abstinência de "likes": você vê, mas o sistema (o "master algorithm", "bib brother") não sabe se você gostou ou não, se prestou atenção ou não.... será que funcionaria?
Claro, tal "política de resistência sem violência" não funciona em todas a plataformas: muitas não baseiam tal recompensa (pra eles, como algoritmos que colhem nossos dados; pra gente, em forma de prazer/dopamina) em "gostar" ou "não gostar", são mais complexas nas formas de nos avaliar, de mensurar nossas tendências e propensões .. mas em diversas delas funcionaria...
Li por esses dias uma estorinha "Frog and Toad", de um canadense chamado Alfred Loebel, que aqui descrevo (em minhas palavras). As personagens principais são dois sapos, super amigos; convenientemente um se chama Frog e outro Toad hehe :)
Num dia de outono Frog acorda e olha pela janela: há folhas tomando o quintal inteiro. Ele pensa no amigo Toad e diz pra si mesmo:
-Vou fazer uma surpresa pro Toad: vou varrer seu quintal escondido.
Frog pega seu arado e sai escondido pela floresta pra ir até a casa do Toad.
Na mesma manhã, Toad acorda e olha pela janela. Folhas e mais folhas. Ele pensa no amigo Frog e diz a si mesmo:
- Que surpresa Frog teria se ele acordasse pela manhã e não tivesse folhas pra varrer.
Ele pega seu arado e sai escondido pelo pasto em direção à casa de Frog.
Ambos chegam nos respectivos destinos e descobrem que estão sozinhos. Rapidamente começam a varrer as folhas, e depois de muito trabalho as têm empilhadas num canto.
- Que surpresa Toad vai ter quando voltar pra casa, diz Frog a si mesmo.
- Ahhh gostaria de ver o sorriso de Frog ao se deparar com seu quintal limpo, diz Toad.
Serviço feito, ambos pegam o caminho de casa.
Já no meio do caminho, nenhum dos dois percebe o forte vento que bateu e desfez as pilhas de folhas que ambos haviam feito. Os quintais que haviam varrido estão, de novo, uma bagunça!!
Toad chega em casa e olha pro seu quintal todo cheio de folhas:
- Amanhã eu me preocupo com isso... ao menos Frog não terá esse problema.
Quase ao mesmo tempo, Frog chega em casa e vê o quintal tomado por folhas.
- Depois dessa trabalhão na casa do Toad eu vou deixar meu quintal pra amanhã. Ao menos fico feliz em imaginar a cara do Frog ao se deparar com seu quintal limpo.
Essa noite, Toad em Frog dormem tranquilos e satisfeitos imaginando a felicidade um do outro diante das surpresas que se fizeram.
Eu já havia lido o texto abaixo mil vezes até perceber que ele não se trata exatamente de tristeza/solidão, mas sim de felicidade. Acho que foi um insight que me veio enquanto lavava roupa: a tristeza que ele descreve abaixo me parece algo orgânico que nosso corpo tenta expelir pra nos deixar bem... lia e olhava pr'aquelas máquinas girando, dando voltas e voltas dentro de seus universos tentando remover sujeira... nossas roupas como uma segunda pele... será que existe máquina para nos lavar do que nos contamina? Ou será que não precisamos de máquina alguma pra isso... (?) Quantas peles será que temos... e oque há debaixo disso tudo?
[Talvez seja uma reflexão Almodovariana pós o seu "a pele que habito"]
[Como este blog sempre preconiza, mas você pode ter esquecido, eu digo:]
[Rilke foi feito para ser lido em voz alta ou para ser lido em "grupo"]
[O tal de Kappus a que ele se refere é a pessoa pra qual ele enviou esta carta]
[que você leitor ávido deste blog pode muito bem substituir por "meu querido/minha querida leitor(a) do blog", "você", "senhorito(a)" etc]
[Há momentos que passam meio batido se vc não o lê com calma... ]
[Nessas horas]
[mesmo se vc estiver num silêncio absurdamente grande]
[leia para si mesmo]
[fale]
[respire]
[ouça sua própria voz]
[O texto é longo... ]
[... e se você chegar até o final vc é incrível =P ]
Borgeby Gard, Flàdie, Suécia,
12 de agosto de 1904
Quero conversar de novo com o senhor por um momento, meu caro Kappus, embora não possa dizer quase nada que o ajude, quase nada de útil. O senhor teve muitas e grandes tristezas que passaram. E diz que mesmo esta passagem foi difícil e perturbadora. Mas, por favor, avalie se essas grandes tristezas não atravessaram o seu íntimo, se muita coisa no senhor não se transformou, se algum lugar, algum ponto do seu ser não se modificou enquanto o senhor estava triste. Só são ruins e perigosas as tristezas que carregamos em meio às pessoas para dominá-las; como doenças que são tratadas de modo superficial e leviano, elas apenas recuam e, após uma pequena pausa, irrompem ainda mais terríveis. Essas tristezas se acumulam no íntimo e constituem a vida, constituem uma vida não vivida, desdenhada, perdida, de que se pode morrer. Se nos fosse possível ver além do alcance do nosso saber, e ainda um pouco além da obra preparatória do nosso pressentimento, talvez suportássemos as nossas tristezas com mais confiança do que nossas alegrias. Pois elas são os instantes em que algo de novo penetrou em nós, algo desconhecido; nossos sentimentos se calam em um acanhamento tímido, tudo em nós recua, surge uma quietude, e o novo, que ninguém conhece, é encontrado bem ali no meio, em silêncio.
Acredito que quase todas as nossas tristezas são momentos de tensão, que sentimos como uma paralisia porque não ouvimos ecoar a vida dos nossos sentimentos que se tornaram estranhos para nós. Isso porque estamos sozinhos com o estranho que entrou em nossa casa, porque tudo o que era confiável e habitual nos foi retirado por um instante, porque estamos no meio de uma transição, em um ponto no qual não podemos permanecer. É por isso que a tristeza também passa: o novo em nós, o acréscimo, entrou em nosso coração, alcançou seu recanto mais íntimo e mesmo ali ele já não está mais – está no sangue. E não percebemos o que houve. Seria fácil nos fazer acreditar que nada aconteceu, no entanto nos transformamos, como uma casa se transforma quando chega um hóspede. Não somos capazes de dizer quem chegou, talvez nunca cheguemos a saber, mas vários sinais indicam que o futuro entra em nós dessa maneira, para se transformar em nós muito antes de acontecer. Por isso é tão importante estar sozinho e atento quando se está triste: porque o instante aparentemente parado, sem nenhum acontecimento, no qual o nosso futuro entra em nós, está bem mais próximo da vida do que aquele outro ponto, ruidoso e acidental, em que ele acontece como que vindo de fora. Quanto mais tranqüilos, pacientes e receptivos formos quando estamos tristes, tanto mais profundo e mais firme o modo como o novo entra em nós, tanto mais fazemos por merecê-lo, tanto mais ele se torna o nosso destino. Assim, quando em um dia distante o novo “acontecer” (ou seja: sair de nós e aparecer para os outros), estaremos intimamente familiarizados com ele e nos sentiremos próximos. É necessário que isso ocorra. É necessário – e dessa maneira se dá aos poucos a nossa evolução – que não experimentemos nada de estranho, mas apenas aquilo que nos pertence há muito tempo. Já foi preciso modificar tantos conceitos relativos ao movimento, e também se aprenderá gradativamente que vem de dentro dos homens aquilo a que damos o nome de destino, não se trata de algo que entra neles partindo de fora. Muitos destinos não foram absorvidos pelos homens, não foram transformados enquanto viviam neles, só por isso eles não foram identificados como algo que era proveniente dos próprios homens. O acontecimento aparecia como algo tão estranho, que eles, em seu espanto confuso, julgavam que ele tinha surgido neles exatamente naquele instante, pois juravam nunca ter encontrado nada semelhante em si mesmos. Assim como, por muito tempo, os homens se enganaram a respeito do movimento do sol, eles ainda se enganam quanto ao movimento do porvir. O futuro permanece firme, caro senhor Kappus, mas nós nos movemos no espaço infinito.
Como isso não seria difícil para nós?
Voltando ao assunto da solidão, fica cada vez mais claro que no fundo ela não é nada que se possa escolher ou abandonar. Somos solitários. É possível iludir-se a esse respeito e agir como se não fôssemos. É tudo. Muito melhor, porém, é perceber que somos solitários, e partir exatamente daí. Com certeza acontecerá de sentirmos vertigens, pois todos os pontos em que nossos olhos costumavam descansar nos são tirados, não há mais nada próximo, e toda distância é uma distância infinita. Quem fosse retirado de seu quarto, quase sem preparação ou transição, e posto nas alturas de uma grande montanha, necessariamente sentiria algo semelhante: uma insegurança sem igual, um abandono ao inominável quase o aniquilariam. Ele pensaria estar caindo ou sendo arrastado pelos ares ou destroçado em mil pedaços. Seu cérebro precisaria inventar uma mentira enorme para captar e esclarecer a situação de seus sentidos. É assim que se modificam, para quem se torna solitário, todas as distâncias, todas as medidas; dessas modificações, há muitas que ocorrem repentinamente. Como para aquele homem no pico da montanha, surgem então imaginações inabituais e sensações estranhas, que parecem ultrapassar a medida do que se pode suportar. No entanto é necessário que vivamos também isso. Precisamos aceitar a nossa existência em todo o seu alcance; tudo, mesmo o inaudito, tem de ser possível nela. No fundo é esta a única coragem que se exige de nós: sermos corajosos diante do que é mais estranho, mais maravilhoso e mais inexplicável entre tudo com que nos deparamos. O fato de os homens terem sido covardes nesse sentido causou danos infinitos à vida; as experiências que são chamadas de “fenômenos”, todo o suposto “mundo dos espíritos”, a morte, todas essas coisas tão familiares para nós foram tão excluídas da vida, por meio de uma atitude cotidiana defensiva, que os sentidos com os quais poderíamos apreendê-las se atrofiaram. Sem falar em Deus. Mas o medo do inexplicável não empobreceu apenas a existência individual, também as relações entre as pessoas foram limitadas por ele, como que transferidas do leito de um rio de infinitas possibilidades para um local ermo da margem, onde nada acontece. Pois não é apenas a indolência que faz as relações humanas se repetirem de modo tão monótono e sem renovação de caso a caso, é a timidez diante de qualquer experiência nova, imprevista, para a qual não nos consideramos amadurecidos. Mas apenas quem está pronto para tudo, quem não exclui nada, nem mesmo o mais enigmático, viverá a relação com uma outra pessoa como algo vivo e irá até o fundo de sua própria existência. Pois, se pensamos a existência do indivíduo como um cômodo de dimensões maiores ou menores, revela-se que a maioria de nós só chega a conhecer um canto de seu quarto, um local perto da janela, uma faixa na qual se anda para lá e para cá. Contudo, é muito mais humana do que essa segurança aquela incerteza, cheia de perigos, que leva os prisioneiros dos contos de Poe a tatearem as formas de seus cárceres aterrorizantes e a não serem alheios aos horrores indizíveis de sua permanência ali. E no entanto nós não somos prisioneiros. Não há armadilhas e emboscadas armadas em torno de nós, nada que nos devesse angustiar ou perturbar. Estamos lançados na vida como no elemento ao qual correspondemos melhor, além disso nos tornamos, por meio de uma adaptação de milhares de anos, tão semelhantes a essa vida que, por um mimetismo afortunado, se nos mantivermos quietos, quase não nos diferenciaremos daquilo que nos cerca. Não temos motivo algum para desconfiar de nosso mundo, pois ele não está contra nós. Caso possua terrores, são nossos terrores; caso surjam abismos, esses abismos pertencem a nós; caso existam perigos, então precisamos aprender a amá-los. Se orientarmos a nossa vida segundo aquele princípio que nos aconselha a nos aferrarmos sempre ao que é difícil, o que agora nos parece ser muito estranho se tornará o que há de mais familiar e confiável. Como poderíamos esquecer aqueles antigos mitos que se encontram nos primórdios de todos os povos, os mitos sobre os dragões que, no último momento, transformam-se em princesas; talvez todos os dragões de nossa vida sejam princesas, que só esperam nos ver um dia belos e corajosos. Talvez todo terror não passe, em última instância, do desamparo que requer nossa ajuda.
Assim, não é preciso se assustar, meu caro Kappus, quando uma tristeza se ergue à sua frente, tão grande como o senhor nunca viu; quando uma inquietação passa por sobre as suas mãos e perpassa todas as suas ações, como a luz e as sombras das nuvens. É preciso pensar que acontece algo com o senhor, que a vida não o esqueceu, que ela segura sua mão e não o deixará cair. Por que o senhor pretende excluir de sua vida qualquer inquietude, qualquer dor, qualquer melancolia, sem saber o que essas circunstâncias realizam? Por que perseguir a si mesmo com estas perguntas: de onde pode vir tudo isso e para onde vai? No entanto, o senhor sabe que está em meio a transições e não desejaria nada mais do que se transformar. Se algum dos seus procedimentos for doentio, considere que a doença é um meio com o qual o organismo se liberta de corpos estranhos; por isso é apenas preciso ajudá-lo a estar doente, a assumir e ter sua doença por completo, pois é esse o seu curso natural. Agora acontece tanta coisa em seu íntimo, meu caro Kappus. É preciso ter paciência como um doente e ter confiança como um convalescente, pois talvez o senhor seja ambas as coisas. Mais ainda: o senhor também é o médico que tem de tratar de si mesmo. Mas em toda doença há muitos dias em que o médico não pode fazer nada além de esperar. E é isso, mais do que qualquer outra coisa, que o senhor, por ser seu próprio médico, precisa fazer agora.
Não se observe demais. Não tire conclusões demasiado apressadas daquilo que lhe acontece; deixe simplesmente as coisas acontecerem. Senão facilmente chegará a considerar com censuras (morais) o seu passado, que naturalmente tem participação em tudo aquilo com que o senhor se depara agora. Mas, dos erros, desejos e nostalgias de seu tempo de menino, o que atua agora em sua pessoa não é o que o senhor tem na memória e reprova. As relações extraordinárias de uma infância solitária e desamparada são tão difíceis, tão complicadas, submetidas a tantas influências, e ao mesmo tempo tão desligadas de todas as circunstâncias reais da vida, que quando surge um vício não se deve dar a ele sem mais o nome de vício. Em geral, é preciso ter muito cuidado com os nomes; muitas vezes é o nome de um crime que destrói uma vida, e não a própria ação, pessoal e inominada, que talvez fosse uma necessidade muito determinada dessa vida e pudesse ser acolhida sem esforço por ela. O dispêndio de energia só lhe parece tão grande porque o senhor superestima a vitória; não é ela a “grandiosa” realização que o senhor pretende ter conseguido, embora tenha razão com relação a seu modo de sentir; o grandioso é o fato de haver algo ali que o senhor pôde colocar no lugar daquele engano, algo de verdadeiro e real. Sem isso, mesmo a sua vitória teria sido apenas uma reação moral, sem um significado amplo, mas dessa maneira ela se tornou uma parcela da sua vida. Da sua vida, caro senhor Kappus, na qual penso fazendo tantos votos. Lembra-se de como essa vida aspirava desde a infância pelos “grandes”? Vejo como ela agora parte dos grandes para aspirar pelos maiores. É por isso que ela nunca deixa de ser difícil, mas também é por isso que nunca deixará de crescer.
Se ainda posso acrescentar algo, é o seguinte: não acredite que quem procura consolá-lo vive sem esforço, em meio às palavras simples e tranquilas que às vezes lhe fazem bem. A vida dele tem muita labuta e muita tristeza e permanece muito atrás dessas coisas. Se fosse de outra maneira, nunca teria encontrado aquelas palavras.
Seu,
Rainer Maria Rilke
[Extraído de "Cartas a um jovem poeta", de Rainer Maria Rilke. Editora L&PM Pocket, 2009. Tradução de Pedro Süssekind]
[Comprem este livro ou afanem de alguém que tem há anos e nunca leu!!! ]
Esta semana eu sentei sozinho na cantina ...foi quinta...é, quinta. Sentei e comi dois pedaços de bolo. Sensação mto boa.. fiquei olhando pra mesa branca de fórmica..e vi uma formiga passeando e se deleitando em restos de outros bolos, que outras pessoas algum dia comeram e deixaram por ali. Ela parecia feliz e contente com a refeição que encontrara... eu parei e pensei fortemente que u poderia realmente ter nascido uma formiga: viver só de comer migalhas de bolos, todos os bolos, andar pelas paredes e tetos (sonho de infância rsrs )
Por sinal, andar no teto me faz lembrar de um videozinho que eu vi há mtos anos
mas voltemos.. eu pensei em como seria minha vida de formiga e no quanto o que eu faço hoje difere dos hábitos cotidianos deste ser tão pequeno e (aparentemente) humilde: trabalho um monte....isso se pudermos chamar estudante bolsista do cnpq de trabalhador; se chamarmos "receber para fazer algo" de trabalho então sim, eu sou um trabalhador =). Eu tbm adoro bolos, como ja mencionei várias vezes aqui... e tem tbm a mágica de andar pelos tetos, entrar em frestas (vejam bem F-R-E-S-T-A-S..com ÉRRE!!! Uma formiga não vai a festas... mas pra ir tbm elas nem precisam de convites - exceto em fábulas rs)
Mas aí me veio a realidade, como um fundo de prato sem bolo (que eu acabara de comer, diga-se de passagem): as formigas não se reproduzem e deixam descendentes férteis. Claro, se reproduzem,mas não as operárias. A menos que eu fosse uma formiga rainha, mas eu não sofro de tais devaneios, me sendo muito muito claro o ponto da pirâmide social a que pertenço.
[Drama]
E, a bem da verdade, minha vida está muito mais pra de operário do que pra de rei...então... eu não teria tempo pr ame preocupar com isso, e nem poderia!
Assim, da mesma forma brusca com que fui tomado por este pensamento, ele se foi sem deixar vestígios - exceto pelo post de agora - já que brevemente eu mudei de idéia. Tudo muito efêmero mas muito profundo..como vcs bem podem reparar rs
Só por ser de lego já diz tudo: vc é desmontável, portátil e pode ser levado no bolso. Ok, talvez não no bolso de uma só pessoa -uma só pessoa apenas, para ser enfático - mas nada que uma mala não dê um jeito.
Hoje tive a leve impressão de que eu sou desmontável e que às vezes a noite me prega uma peça e me gruda no corpo de outras pessoas.
Estava andando por estes dias na rua e olhei para os meus pés enquanto pensava. Ok, nada de mais em olhar para os pés enquanto se pensa. Poderia muito bem ter olhado um vaso de plantas, ou um grilo com a pata machucada na escada, pedindo para ser ajudado, mas morrendo de medo. A diferença foi quando vi que minha bermuda era muito parecida com a de um colega de trabalho. e que minha camisa também se assemelhava à dele.
Me assustei.
E se eu estivesse no corpo dele, ou alguém me olhando.. não, olhando de dentro de mim, através de meus olhos (meio quero ser john malkovich isso, não? Só que não é motivo de graça, mas um pesadelo. à parte esse sentimento que parece fútil e com uma origem hollywoodyana, o resto me passou pela cabeça de ijmediato, um sentimento genuíno... tá certo, pode ser uma doença que desconheço, mas era diferente do sentimento do john malkovich.
Bem, achei que era um pesadelo terminado. Efêmero, sem graça e prosaico.
Até que, andando pela rua e vi passar um rapaz numa bicicleta. Aquele era eu andando pro trabalho. Eu me via ganhar distância e velocidade, como que correndo de mim mesmo, atingindo o infinito na velocidade da luz...exagero meu.. na velocidade de um menino de bicicleta...podia mesmo lhe (me) pedir carona.
Aí vc pára e o processo investigativo te pergunta: quando será que vc deixou de ser vc mesmo e se dividiu em vários? Eu sempre quis perguntar pra minha mãe se algum dia ela não estava numa loja de conveniência daquelas bem grandes, veio uma velhinha com o neto e elas fizeram uma permuta. Sim, este é o caso mais impossível de todos; mas poderia isso ser uma espécie de brotamento, ou o mundo vem criando pessoas iguais em todos os cantos?
Sempre acreditei que as pessoas não são únicas.. não elas propriamente ditas, mas as experiências que elas vivem: várias pessoas já passaram aquilo. Por conta disso, os momentos que vc mais se lembrará são aqueles que são os novos, que adicionam um novo verbete no dicionário do mundo, algo que ninguém nunca viveu antes e vc está ali, inaugurando, criando..... tudo um grande ciclo.
Vc fecha os olhos e imagina um monte de rodas, com um monte de pessoas diferentes. Todos têm o direito de entrar em cada uma delas, dar a mão pros presentes e ficar ali, girando junto. Vc pode sair, mudar de idéia e ir pra outra.... ou pode criar uma roda também, até ficar girando ali por muito tempo sozinho, mas quando alguém vier girar contigo, ela estará vivendo algo que em essência remete muito ao que vc viveu.
Creio que falo isso por achar essa cena toda muito colorida e gigante... como um caleidoscópio feito de gente....cheio de simetria, mas onde cada peça só se parece por fora. Cada peça, uma pessoa, cada pessoa uma cabeça, cada cabeça, um universo. E todo universo, sabe-se bem, é acéfalo e assimétrico (do contrário, ele seria uma estrela do mar =)
Acho que o post de hoje é o princípio de uma crise existencial...
Bom, ontem não consegui dormir direito e enquento ficava rolando na cama eu pensei no por que a renuncia e a escolha parecem ser a mesma coisa quando na verdade não são. Bom, me parece inconcebível que sejam a mesma coisa, mas o grande segredo de uma discussão é começar assumindo que a verdade está desde já nas pontas dos seus dedos, ali, brincando com o seu mouse e tomando do seu café (isso se vc não o derrubou na sua roupa, como o fiz hoje rsrs)
Ontem me veio uma explicação de por que isso tudo acontece: a renuncia e a escolha, por mais distintas que sejam, acontecem sempre simultaneamente. Isso faz com que, embora não sejam idênticas, elas sejam indissociáveis, o que torna mais difícil de vê-las separadamente. Talvez, para tanto, precisássemos de um grande colisor de escolhas , observar o resultado num detector e ver como isto tudo se dissocia em partículas de renúncia, particulas de bom senso, particulas de falta do que fazer, partículas de vá para a direita, vá para a esquerda... ciência de verdade.
Logo, a escolha e a renuncia sempre vão parecer a mesma coisa aos olhos dos homens, embora elas estejam sempre juntas somente por suas naturezas, não por serem idênticamente uma mesma coisa.
Acho que é assim que termina
=)
ps: quanto à foto, trata-se um experimento do colisor de hádrons. No nosso novo colisor, os experimentos dariam resultados semelhantes..ao menos visualmente.
Saudações efusivas e cansadas numa quarta feira de cinzas!
Ando um pouco sumido, não? É pessoal, as coisas por aqui estão difíceis: fim de mestrado, fim de carnaval, listas de exercícios, monitorias de análise... mas nem por isso eu deixei de viver!! E de conversar com as pessoas (sobre coisas que não matemática)
A história de hoje é sobre uma discussão que tive sentado a guia da rua, no meio do carnaval. Não sei se é otimismo meu ter discordado de quando me disseram que toda escolha é uma renúncia. É difícil discordar disso, parece até que são coisas equivalentes, que podem até constar num dicionário como um mesmo verbete. Nem sei por que discuto isso aqui, publicamente.. talvez não passe de uma grande perda de tempo (como várias coisas que eu faço)...vou seguir adiante de qqqr forma. Ainda mais para não perder o hábito =)
O grande ponto das discussões sem sentido é que vc tem que começar elas como se o ponto a ser discutido fosse realmente importante. Esse artifício, mto comum em livros de auto ajuda, espirituais, e de física moderna, é o que torna a coisa toda digna de nota (ou que ao menos dá a impressão de ser relevante este ponto)
Vivo numa idade em que é um porre sair com amigos. Todo eles são confusos, todos têm medo do futuro. Em suma: vc fica chato, seus amigos ficam chatos, e no fim das contas ninguém sfala nada que ajude de verdade, pois ninguém tem certeza de nada... e todo mundo fica assustado. Acho que isso passa..não sei. Me assusta pensar que isso não passará rsrsrs
Parece que hoje uma criança nos Estados Unidos deu um susto em muita gente por que acreditavam que ela estava dentro de um balão de hélio (não é bem essa história... é quase isso, mas a essência está aqui, nesta última linha =) As pessoas se mobilizaram... ficaram comovidas com o drama da família dele.
No entanto ele fez isso por que tinha uma meta... (acho que tinha.... se não tinha o post perde o sentido! Vamos assumir então que ele tinha, e não se fala mais nisso)
Voltando ao tema inicial, ter metas é algo essencial na vida, senão vc fica perdido..ou mais perdido que o o normal. As pessoas sempr ebuscam imaginar suas vidas com algo que as tornem únicas diante do mundo, diante da sociedade, ou diante daqueles que convivem com ela.
Mas achar algo que te torne único é muito, mas muito difícil... veja este cara que nadou o amazonas. Ele mesmo diz que queria fazer algo que nenhum outro homem havia feito. Ele inventa mó lorota sobre meio ambiente e tal e tal..a coisa toda é ele ser o único, ou ao menos o primeiro. Eu achei foda o que ele fez... me inspirou a ..escrever este post (realmente, nado no máximo 3 km por semana..não seria o suficiente nem pra ir até a faculdade... se fosse pra me locomover assim, ao menos eu poderia ir a cada 15 dias: dormir lá, voltar depois de 15 dias...ficar em férias...voltar depois de 15 dias =)
Para alegrar os perdidos, inventei duas coisas que podem tornar as pessoas que fizerem isso extremamente únicas. Sério mesmo! Quando falei sobre a idéia do post um amigo lambeu a quina da parede e falou:
"Viu? Quem é que tinha lambido esse canto de parede antes?"
Vamos ignorar essas interpretações altamente abstratas do que eu digo pra lá..voltemos aos itens/dicas:
Meta pra vida alheia #1: Atravessar o Brasil de ponta à ponta pulando pelos galhos de árvores, sem tocar no chão uma única vez
Importância: caramba, e precisa dizer? Ia chamar a atenção do mundo pro desmatamento que nós sofremos todos os dias!!! Se vc tiver que parar a sua viagem por conta de uma queimada então, nossa... o país vai parar contigo (é..isso não é muito significante..tudo é motivo pra parar por aqui rsrsrs ainda mais no Rio hahaha )
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Meta pra vida alheia #2: Descer o rio Amazonas numa boia..ou melhor, numa câmara de pneu de caminhão
Importância: Extremamente relevante e pertinente! Nem precisava explicar, acho que os leitores do blog, no alto de suas sabedorias pensantes, já devem ter percebido isso...mas vou explicar, caso vc seja um desavisado que encontrou o link deste blog por acaso: é importante para que as pessoas vejam como o mundo nos dá coisas grandiosas e bonitas e como temos que zelar por elas
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Meta pra vida alheia #3: Resolver o último teorema de Fermat usando matemática do ensino médio
Importância:Ahhh nem vou comentar isso =P
Acho que tá bom... não tive mais nenhuma grande meta pra vida alheia passível de descrição minuciosa além dessas. Fiquem a vontade para implementá-las, ou mesmo para sugerirem outras.
Dando continuidade ao post # 2(neste link) e finalizando a série
Pequeno teorema #1: a quantidade de manias que uma pessoa possui só aumenta no tempo; ou seja, m(t) nunca está decrescendo.
Prova: esta prova segue as clássicas provas filosóficas. Vamos lá: suponha uma pessoa, cuja função mdemania correspondente satisfaça, em instantes x e z a desigualdadem(x) > m(z). Mas então, a pessoa deixou de ter manias no intervalo de tempo [x,z], logo, ela levou um milhão de puxões de orelha ou mais nesse meio tempo. Como levar um milhão de puxões de orelha é algo impossível em tempo finito, isso não acontece. Logo, m nunca está decrescendo.
Este resultado, nem um pouco trivial, dá uma mostra clara do por que pessoas envelhecem e se tornam duras e difíceis, como crianças. No gráfico acima, à esquerda, o indivíduo não verde (não sei que cor é essa, sorry) se torna na velhice uma pessoa com muito mais manias que o indivíduo verde.
Pequeno teorema #2: a vitalidade de uma pessoa está sempre decrescendo.
Prova: segue trivialmente da definição, de vitalidade pois a cada momento estamos mais próximo do nosso fim (por exemplo, num minuto você começa a ler este trecho eeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee...... no final você já tem menos vitalidade). O gráfico ao lado mostra a função vitalidade de dois indivíduos. Vê-se claramente que o indivíduo verde é muito mais vigoroso do que o indivíduo azul (chamarei essa cor desconhecida de azul).
Observação: é comum as pessoas confundirem vitalidade com jovialidade; na nossa teoria há uma diferença clara entre as duas coisas. Pequeno teorema #3: a quantidade de bom senso se caracteriza por uma fase de crescimento e outra de decaimento, podendo variar de pessoa pra pessoa a duração e época de cada um desses acontecimentos. Prova: outra célebre prova analítica, na qual trabalharemos por contradição. Suponhamos um indivíduo com função bom senso b, na qual b sempre cresce. Então, o indivíduo iria ter o seu bom senso crescendo o tempo todo, mas, se isso acontecesse ele teria bom senso o bastante para não ir acumulando manias, algo pra lá de inevitável. Logo b não está sempre crescendo. Agora suponha que b esteja sempre decrescendo. Isso não ocorre, pois um indivíduo começa com bom senso zero...seria como se ele não tivesse desenvolvido em nada (nem mesmo chegado a interagir com o mundo, ou abrir o olho...) algo que não ocorre.
Para finalizar a prova, mostraremos que b só cresce uma vez, o que caracterizaria uma curva com um decaimento nas extremidades. Para isso faremos uso do seguinte lema
Lema 1: o bom senso de uma pessoa só cresce em uma única fase da vida.
Prova: suponha que existam dois intervalos [a,b] e [c,d] onde seu bom senso de uma pessoa aumente. Mas é trivial demonstrar que um indivíduo que tem duas fases de crescimento de bom senso contraria todos os postulados da "nossa" teoria, dado que ele poderia voltar a ser a mesma pessoa (no âmbito de conhecimentos extrasensoriais acumulados ) que ele já foi um dia, oque , de fato, nunca acontece. O teorema segue diretamente do lema acima.
Agora o grande teorema da noite
Teorema principal: m(t) +b(t) + v(t) é constante ao longo da vida de um indivíduo.
Prova: a técnica desta prova é um pouco mais contundente e avançada que as anteriores, sendo daquelas que você realmente sai sem entender como o autor chegou ao fim da prova e concluiu algo que você nem de longe viu. As técnicas utilizadas são: consenso universal, apelo a palavras difíceis e fora de contexto e declarar coisas difíceis como triviais.
Definamos H(t) = m(t) + b(t) + v(t). Suponha que H não seja constante ao longo da vida de um indivíduo. Existem então pelo menos dois pontos t_1 e t_2 tão pequenos quanto quisermos para os quais
H(t_1) < H(t_2)
(consideraremos o caso H(t_1) > H(t_2) adiante).
Podemos então, holísticamente, ver o problema da seguinte maneira: analisar H(t_2) - H(t_1) >0 .Veja que
No entanto note que o primeiro termo é não-negativo, i.e., maior ou igual a zero (pois a função mania não decresce); o segundo termo também, é positivo pois, apesar de b não ser estritamente crescente, nunca sabe quando ele vai decair, não? Bem, o terceito é não-positivo (pois a vitalidade é não crescente), mas como t_2 - t_1 é tão pequeno quanto desejarmos, então v(t_2) está próximo de v(t_1). Logo estamos falando de um termo que realmente é negativo, mas muuuuuuito próximo de zero. Ahhhh, então a desigualdade em (**) é válida(!!!).
O caso H(t_1)> H(t_2) é resolvido de forma análoga, resolvendo a mesma desigualdade para uma anti-pessoa e definindo uma outra função H correspondendo a ela.
Com isto finalizamos a nossa série em homenagem ao Kant. Fiquem à vontade para comentar os resultados e implicações deste post (ou mesmo criticá-los).
Oque é bom senso: tudo que se faz ou deixa de fazer pode ser relativizado. Da mesma forma que a morte de um gato pode ser ruim (pra família do gato, por exemplo) ela pode ser boa (e até mesmo motivo de orgulho!) para o cachorro que o mandou pro céu dos gatos. Há de se pensar por este singelo exemplo que definir bom senso é algo impossível. No entanto, como a virtude é um caminho entre os extremos (segundo aristóteles), definiremos, parafraseando este grande pensador, que bom senso é um gps imaginário que guia as pessoas que seguem o caminho da virtude (1X0 pra mim...falei tudo e não falei nada, como prometido =)
Oque são manias:tudo que se faz ou deixa de fazer pode ser considerado uma mania (tentando ser geral o bastante para não falar nada no começo). Manias são coisas que você tem o costume de fazer naturalmente por alguma questão de (mal) hábito e, normalmente, não sabe como e nem conseguirá parar de fazê-las sem levar um milhão de puxões de orelha. Geralmente manias são coisas desnecessárias à tua vida (mania de mascar chicletes, de dormir com meias etc etc), mas vc não pode viver sem elas
Oque é vitalidade: vitalidade é aquilo que, em essência, contraria sua mortalidade. Quanto mais vivaz é algo, mais distante esta coisa parece estar da morte; ou mesmo do seu fim, quando morte não faz sentido. Mas há de se pensar que, com uma definição genérica como essa se possa dizer " que vitalidade este liquidificador, não???!!!!" .... é, vc realmente pode dizer isso, como pode dizer várias outras coisas que satisfaçam esta definição clara e objetiva....vc pode falar o que quiser da forma que quiser...seria até chato eu dizer que não.. bem, a definição é essa, e nos será o bastante.
Tendo atravessado este ambiente sujo e escorregadio que são as definições filosóficas, iremos para os resultados disso tudo (...filosofia também tem teoremas, corolários, escólios)
Faremos um paralelo com a teoria de microeconomia: assumiremos que cada pessoa possui uma função m, que mede sua mania, uma função v, que mede a sua vitalidade, e uma função b, que mede o seu bom senso. Assim, se t é o instante de vida do sujeito, b(t) é a quantidade de bom senso que ele tem naquele momento, m(t) é a quantidade de manias que ele possui etc. Mas como entender m(t) = 2.5? Fácil!! A pessoa tem 2 manias (por exemplo: contar segredos para seus bichos de pelúcia e falar sozinho ) e está a meio passo de desenvolver uma outra mania! Outro exemplo esclarecedor: se um indivíduo tem v(1) = 10 e v(2) = 3, então ele está com uma vitalidade menor no tempo 2 do que no tempo 1. Mais adiante provaremos que a vitalidade, realmente, só pode decrescer com o passar do tempo.
Este post estava ficando muito longo, por isso resolvi dividí-lo em 3 ou 4 posts.
Tentei ler um livro do Kant uma vez que falava sobre física, ciência etc etc. Dá muita diferença ler sobre um mesmo assunto descrito com uma linguagem atual e com uma linguagem mais "arcaica"! De fato, o sr Kant conseguia dificultar tudo!!! Os filósofos que me perdoem , mas é verdade...
Para os leigos no assunto (não que eu não seja, mas...) darei um exemplo baseado na minha parca (ou porca tbm, dá no mesmo ) experiência.
Se uma receita de bolo lida num livro de vó diz
3 ovos;
1 xícara de farinha de trigo;
1 colher de fermento...
...no livro do finado Kant a mesma receita seria descrita por
Pegue o número de apóstolos (acredita-se, segundo o texto de alcebíades, que eram 12) divida por 4 e mesmo este número não tendo sua natureza bem definida (o que é um número?), com ele conte a quantidade de ovos de galinha ...caso vc saiba o que é isso;
Os sumérios inventaram os potes com tampa e a civilização ocidental se apoderou desta idéia, ou melhor dizendo, a reinventou, pois é natural considerar objetos que tenham começo meio e fim... (3 horas depois) .... preencha um pequeno pote do tamanho do coração de um búfalo com farinha moida no moinho, cujo vento veio do leste;
1 colher de fermento da Ilha de chipre (não tive nenhuma idéia pra essa rsrsr)
Sob esta inspiração maravilhosamente objetiva (inclusive a parte que ele divaga sobre o trabalho dos químicos rsrs), eu resolvi postar algo sobre uma idéia que tenho tido há algum tempo (um acordo antes de tudo: a idéia será considerada minha se o post for bom.... será de algum conhecido se vc achar um lixo e se encontrar forçado a clicar no botãozinho do "horrível")
Trata- se do seguinte: à medida que vc cresce, vai acumulando ou perdendo coisas... vc já deve estar pensando em dinheiro, filhos, dívidas, mas não é disso que eu falo, e sim de coisas imateriais: manias, bom senso, entre outras coisas.
Para seguir à risca a inspiração kantiana, terei que definir, sem conseguir explicar de verdade, oque é bom senso e o que são manias. É extremamente doloroso para matemáticos ter que falar de coisas que não fazem sentido (arrrá..isso não é piada), por que geralmente nos sentimos mais à vontade trabalhando com algumas definições e seguindo adiante. Tendo me submetido a este fardo... tá..to indo já, vou parar de enrolar
Aguardem o post #2 =)
ps: que os filósofos que eu conheço não fiquem putos, pfv...